sábado, 29 de novembro de 2008

A educação do Ceará tem uma enorme perda


Faleceu nesta sexta-feira, 28/11, em Fortaleza, vitima de AVC, Jaime Alencar de Oliveira, uma das maiores lideranças do sindicalismo moderno do Estado. Durante quatro décadas serviu, com perseverança, à causa da Educação na rede pública do ensino secundarista do Ceará. Presidiu o Sindicato APEOC e, como seu consultou técnico-ouvidor permaneceu até os últimos momentos de vida, na luta em defesa da Educação com qualidade e valorização profissional dos seus trabalhadores. Intransigente defensor público do piso nacional de salário dos profissionais da Educação Básica.

Ainda como estudante secundarista, no Liceu do Ceará, Jaime Alencar ingressou no Magistério, lecionando nas redes pública e particular de ensino. Com obstinação e competência de líder estudantil ascendeu, com expressiva votação entre os colegas liceistas, à presidência do Centro Liceal de Educação e Cultura – CLEC, o maior e mais prestigiado grêmio estudantil do Ceará. Foi graduado em Licenciatura e Bacharelato em Filosofia e Pedagogia. Pós-graduado em Planejamento do Ensino Superior, Administração Escolar e Avaliação do Ensino. No Magistério Superior, como professor de filosofia, lecionou na Universidade Estadual do Ceará, hoje, aposentado. Participou da fundação e planejamento da Faculdade de Filosofia de Iguatu e prestou elogiável assessoria pedagógica nos processos de credenciamento de escolas junto ao Conselho de Educação do Ceará, onde, recentemente, em 16 de junho/2008, assumiu, por indicação do governador do Estado, Cid Gomes, o cargo de conselheiro, membro das Câmaras de Educação Básica, Superior e Profissional do Conselho Educação do Ceará.

Jaime Alencar foi autor de coletâneas de resoluções do CEC e de obras sobre Educação nas Constituições, e, recentemente publicou livro sobre Fundef e piso salarial nacional do magistério na Educação Básica. Jaime Alencar deixa à posteridade um legado de cidadão-educador-sindicalista expresso nesta frase de sua autoria: “Sem Educação, não há cidadania”.

Concurso do Estado

O governador do Estado, Cid Ferreira Gomes, encaminhou ontem para a Assembléia Legislativa dois Projetos de Lei, com caráter de urgência. Um cria um total de 4 mil vagas de provimento efetivo para professores da rede, por meio de concurso público, com lotação da Secretaria da Educação do Estado (Seduc). Já a outra mensagem diz respeito à criação de 100 escolas estaduais de educação profissional.

Conforme explicou a secretária de Educação do Estado, Izolda Cela, ambos os documentos, pela urgência requerida, devem ser votados até o fim do ano e são muitos significativos para a rede.

“Precisamos que sejam votados logo porque temos de organizar o concurso público”, justifica Izolda.

Como recordou a secretária de Educação, o último concurso público para professores aconteceu em 2003. Desde então, o Estado calcula que, atualmente, há 6 mil docentes afastados das salas de aula para se aposentarem, sendo 16 mil na ativa. Até 2013, antecipa, o percentual de aposentados atingirá 60%.

Desta forma, o prof.Gerson já vai providenciar o material de estudo para aqueles que forem fazer o concurso. Contactem-me, para eventuais dúvidas. fixo: 3659-1133 Celular: 9259-8899

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

PISO DOS PROFESSORES

O governador Cid Gomes apressa-se em ingressar no STF para derrubar a lei nº 11.738/2008, que visa garantir o Piso Nacional, conquista histórica da categoria. Desta forma, o governador utilizando de demagogias, mandou para Assembléia, um projeto que "antecipa" o piso, para menos de 600 funcionários do estado.
A excelência alega inconstitucionalidade na redução da carga horária prevista pela lei do piso, pois 1/3 da carga horária, deve ser para realização de atividades extra-classe.
O Procurador Geral da República, já enviou para o ministro Gilmar Mendes, relator da Adin no Supremo, relatório onde defende veementemente, que a lei NÃO é inconstitucional.

Vamos torcer para o governador perder esta batalha.